Perguntas frequentes

O que é um melanoma?

O melanoma é o tumor maligno das células pigmentadas da pele- os melanócitos. É a forma mais grave de tumor cutâneo.

Geralmente apresenta-se como um “sinal“ de coloração castanha escura ou negra. Pode frequentemente surgir sobre um nevo atípico pré-existente e em casos mais avançados pode sangrar.

Na mulher o melanoma localiza-se preferencialmente nos membros inferiores e no homem a localização habitual é o tronco, mas pode aparecer em qualquer parte do corpo.

O Melanoma pode atingir qualquer grupo etário. A idade média de aparecimento anda por volta dos 57 anos, sendo frequente entre os 20 e 30 anos.

O risco de vir a desenvolver um melanoma é praticamente igual nos dois sexos.

Quais os tipos de Melanoma?

Os Melanomas classificam-se em quatro grandes grupos:

Melanomas de extensão superficial

É o tipo mais frequente (80% dos casos de Melanoma Cutâneo). Surgem, na maioria dos casos, num nevo preexistente e estão rodeados por uma zona de melanócitos atípicos que se podem estender para além dos bordos da lesão. Tem como características principais a sua forma irregular e um padrão mosqueado.

Melanomas nodulares

Representam cerca de 10 a 15% dos Melanomas cutâneos. São geralmente negros, mais simétricos e uniformes na coloração do que os outros melanomas. Tem um comportamento clínico mais agressivo.

Melanomas Acrolentiginosos

Este tipo de Melanoma ocorre na planta dos pés, palmas  das mãos e região sub-ungueal. Os Melanomas sub-ungueais podem confundir-se facilmente com hematomas. A presença de hiperpigmentação cutânea à volta da unha é a favor de Melanoma. Aparece com a mesma frequência na raça branca e negra.

Melanomas de tipo Lentigo Maligna

Representam cerca de 10 - 15% dos Melanomas cutâneos. Atingem frequentemente a face das pessoas idosas, com história de exposição solar marcada. Têm evolução mais lenta.

Existem melanomas não cutâneos? Quais?

Mais de 90% dos casos de Melanoma são cutâneos, mas estes tumores também podem ocorrer nas mucosas (nasofaringe, vulva, canal anal) e nas células pigmentadas da retina (melanoma ocular ou da coroideia).

Geralmente, os melanomas não cutâneos são diagnosticados em fase avançada e só muito raramente são curáveis.

Quais os sintomas e sinais que podem levar a suspeitar de um melanoma?

Muitas vezes os primeiros “sinais de alarme” que podem levar ao diagnostico clinico de melanoma consistem na alteração de dimensões, forma, cor, de um nevo pré- existente. iO Melanoma pode aparecer em qualquer localização do corpo, mesmo em áreas não expostas ao sol.

Geralmente há diferenças morfológicas que permitem distinguir as lesões dermatológicas suspeitas (critérios ABCDE):

  • Assimetria
  • Bordo irregular
  • Coloração castanha escura ou negra sobre um nevo atípico sugere fortemente a sua transformação em Melanoma Maligno
  • Diâmetro > 6mm pode corresponder a malignidade, pelo que estas lesões devem ser excisadas e analisadas
  • Evolução – o “sinal “suspeito aumenta de tamanho, altera a sua forma e muda de cor, ou aspeto, ou cresce numa área de pele antes normal
  • O aparecimento de prurido, hemorragia, ulceração sobre uma lesão pré–existente pode também corresponder a malignização 

Os doentes com múltiplos nevos atípicos devem ser regularmente observados em consulta de Dermatologia, devendo ser fotografadas todas as lesões. Em certos casos, alguns destes nevos alteram a sua morfologia e devem ser extirpados. É fundamental que os doentes estejam alertados para a importância de vigiar as alterações morfológicas dos nevos e o aparecimento de novas lesões cutâneas, consultando periodicamente o seu Dermatologista.

O que se entende por estadiamento do melanoma?

Estadiar é avaliar a extensão da doença a outros orgãos, dado que o Melanoma pode espalhar-se por via linfática e hematogénica.

Existem cinco estádios para o melanoma desde o Estádio 0 – Estádio IV. Esta classificação tem importância prognóstica.

Quais os locais mais frequentes de metastização no melanoma?

O melanoma pode metastizar por via linfática e/ou hematogénica, podendo atingir qualquer orgão, sendo as localizações mais frequentes: cutânea, ganglionar, pulmonar, hepática, óssea e cerebral. As três últimas têm pior prognóstico com uma  sobrevivência  média de 3 - 4 meses.